Augusto Garcia

(Foto: Reprodução)

Aos 30 anos, sendo 12 deles dedicados ao universo artístico, o ator Augusto Garcia atualmente se divide entre as telas e o palco. Ele brilha na novela Dona Xepa, exibida pela Record, na pele do mecânico gay Graxinha; viaja pelo Circuito Sesi com a peça O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, e se prepara para estrear outro espetáculo rodriguiano, A Falecida, que tem previsão para o segundo semestre. Além disso, Augusto está nas telonas com o filme Bonitinha, mas Ordinária, dirigido por Moacyr Góes. Mesmo com tantos compromissos, o ator aproveitou uma brecha na agitada agenda para responder a algumas perguntas dos leitores da Conta Mais. Confira: 

Quando você sentiu que tinha talento para artes cênicas e quando começou a carreira? Márcio de Souza – Rio de Janeiro/RJ
“Até os 16 anos eu tive certeza que seria médico, mas quando chegou a hora do vestibular, senti que precisava ser ator. Foi mais forte do que eu. Até hoje não entendo muito. Então, resolvi vir para o Rio de Janeiro estudar e trabalhar com teatro. Mas, para minha família não enlouquecer, passei em terceiro lugar no curso de Direito na PUC e, claro, cursei a faculdade até o final do curso. O mais engraçado de tudo é que apesar de nunca ter trabalhado como advogado, a faculdade foi e ainda é muito importante no meu dia a dia. Tenho uma produtora cultural e preciso lidar com editais e prestação de conta.”

Você é casado com a atriz Letícia Cannavale (no ar como a Lívia, deSangue Bom) e deve ter tido relacionamentos anteriores com pessoas que não fazem parte do universo artístico, certo? Qual é a diferença? Marizete Chagas – Santa Cruz/RJ
“É muito bom ser casado com uma atriz. Já estamos juntos há nove anos. A gente se conheceu ainda no curso de teatro. Ela é minha esposa, parceira de cena em todas as peças que produzi até hoje; é também minha sócia na empresa e minha amiga. Muita coisa! O fato de ela ser artista faz com que tenhamos uma ligação bem mais intensa. É uma companheira completa. Muito bom! Acho que se estivesse casado com uma pessoa que não fosse domeio, eu não poderia trabalhar o tanto que trabalho. Nós somos dois compulsivos pela nossa arte.”

Você está vivendo um gay na novela Dona Xepa, o mecânico Graxinha. Como foi a preparação para o papel e como encara o desafio de viver um gay numa emissora evangélica? Vitória Costa - Santo André/SP
“Independentemente da emissora, ou veículo (teatro, tv e cinema), o que me interessa como ator é viver grandes personagens como o Graxinha. Vi horas e mais horas de clipes das divas americanas; fiz aula de dança; fiquei três dias numa oficina mecânica para entender um pouco sobre motores de carros. E ainda hoje tento acompanhar os novos clipes e continuo na aula de dança. A aprimoração é contínua”

Augusto Garcia

(Foto: Divulgação)

O artista tem que cuidar do corpo e da mente, por conta da concentração e tudo mais. O que você faz para ajudar a decorar textos, se concentrar, ter foco? Beth de Jesus – Curitiba/PR
“Em primeiro lugar eu estudo muito o texto, o personagem. Também pratico yoga todos os dias (na academia Evolution, no Grajau, Rio de Janeiro).  Já fiz judô, jiu-jítsu e capoeira. Mas não tenho mais tempo para quase nada. A vantagem da yoga é que posso praticar em qualquer lugar e a qualquer hora.” 

O que você gosta de fazer nos seus horários livres? Passear com a esposa? Quais os lugares em que mais gostam de ir? Luana Queiroz – Vila Velha/ES
“Gosto muito de ler poesia, literatura, sociologia e política. Também  vou muito ao teatro prestigiar o trabalho de amigos. Amo viajar para a Região Serrana do Rio, principalmente Lumiar. Minha esposa está sempre comigo em tudo. A gente só não fica junto quando eu vou para a Record eela para a Globo” (risos).