Texto Claudia Dias | Fotos Ricardo Penna / Globo / Divulgação | Adaptação Web Evelyn Cristine

Como o Leozinho, de Haja Coração, Gabriel Godoy mostra talento para a comédia

Você estudou em um colégio que incentivava muito as várias áreas artísticas. Foi daí que surgiu sua vontade de se tornar ator?
GABRIEL GODOY: Eu estudei no Rudolf Steiner, em São Paulo, mas minha paixão pelas artes veio mesmo da educação que meus pais me deram e que foi reforçada no colégio, no ensino médio. Eu sempre fui um apaixonado por música e teatro, e meus pais também, então, sempre incentivaram esse desenvolvimento na minha vida.

Quando decidiu tornar-se um profissional da área?
GG: Eu sempre gostei, né? Sempre me encantou demais. Então, depois da escola, entrei na faculdade de Jornalismo e, paralelamente, comecei a fazer teatro na Oficina dos Menestreis, desenvolvida por Oswaldo Montenegro, e fui me apaixonando pelo ofício. Tinha quase 20 anos e aí decidi: ‘quero ser ator! É isso que quero para minha vida'. E estou há 12 anos nessa batalha.

E o jornalismo? A profissão ficou mesmo para trás?
GG: Olha, eu ainda gosto. Como sou um enlouquecido por futebol, sonho em ter um trabalho voltado para essa área um dia. Já tive um programa com amigos no YouTube, comentando jogos e falando sobre as rodadas de um jeito bem irreverente. Quero muito ter uma atração assim na TV e conseguir levar as duas coisas juntas. É um grande sonho!

Você era mais de teatro. Como parou na televisão?
GG: Sou mesmo uma cria do teatro, está na minha alma, mas chegou um momento que precisava ganhar dinheiro e comecei a fazer publicidade e comerciais. Aí, fui conhecendo esse mundo da televisão e as pessoas que a fazem. Nessa época surgiu o teste para o papel do Oscar, em O Negócio, da HBO. E fui lá, fiz e passei. O Daniel Ortiz (autor) viu meu trabalho na série e me convidou para fazer o Afeganistão, em Alto Astral. Foi aí que cheguei na Globo.

E o convite para viver o Leozinho, como aconteceu?
GG: Na verdade, quando acabou Alto Astral, eu já estava reservado para fazer Eta Mundo Bom, num papel secundário que eu nem sei qual era. Acontece que o Daniel, mais uma vez, me convidou para interpretar o Leozinho. Aí, conversei com o Walcyr Carrasco e com o Jorge Fernando e eles foram o máximo comigo. Entenderam que, profissionalmente para mim, fazer Haja Coração era muito melhor, com um personagem de expressão na trama. Os dois concordaram e lá estou eu como Leozinho (risos).

Como o Leozinho, de Haja Coração, Gabriel Godoy mostra talento para a comédia

Você faz um papel que já foi do Diogo Vilella, em Sassaricando. Viu as cenas dele?
GG: Dei uma olhada, sim. Sempre admirei o trabalho do Diogo e claro que fiquei com frio na barriga, mas a direção tranquilizou todo mundo e afirmou que não precisava se basear nos papéis de Sassaricando. Já fiz substituição em peças, então, sei que, independentemente do texto ser o mesmo, quando se muda o ator, tudo fica diferente. Cada profissional procura colocar seu estilo e sua alma.

Você e a Tatá Werneck mostram muita química em cena. E como é o relacionamento entre os dois fora das gravações?
GG: Nossa, nós somos muito amigos. Fizemos questão de nos conhecer antes de a novela começar, justamente para desenvolver essa parceria. Foi muito bacana, porque teve um interesse de ambas as partes na construção dessa dupla que é a Fedora e o Leozinho. E fora do trabalho a gente se diverte muito. Ela conhece meus amigos e minha família.

Muita gente anda falando que vocês dois estão namorando. Verdade ou mentira?
GG: Eu me divirto bastante com essa história que inventaram (risos). Não temos nada! A verdade é que realmente nos tornamos muito amigos, com uma química incrível, parceiros mesmo. Gostamos de sair juntos e rimos muito dessas coisas que inventam. A Tatá é uma pessoa sensacional, pra cima, alegre, e essa nossa parceria na vida real está ajudando e refletindo no nosso trabalho na novela.

Revista TV Brasil - Ed. 859