Texto Claudia Dias | Adaptação Web Evelyn Cristine

Letícia Spiller (43) está em alta! No ar como a Lenita, de Sol Nascente, ela esbanja charme e vitalidade e, chama ainda mais a atenção por contracenar com o ex, Marcello Novaes (54), 22 anos após Babalu e Raí, personagens de Quatro por Quatro, trama da década de 90 na qual se apaixonaram e, pouco tempo depois, se casaram. Como agora os dois voltam a fazer par romântico, houve quem vislumbrasse por uma possível volta do ex-casal. Antes que a animação ganhasse ainda mais força, Letícia fez questão de esclarecer as coisas. “Calma, aí. Nossa relação está ótima desse jeito, com amor, amizade e respeito”, garantiu a bela, logo que começaram os rumores sobre um revival.

Casada com o diretor de fotografia Lucas Loureiro (33), com quem tem uma filha, a atriz diz que vive um de seus melhores momentos. Ela relembra nessa entrevista os grandes personagens de sua carreira e a relação com Novaes. Confira!

Letícia Spiller conta como é retomar a parceria profissional com o ex-marido, Marcello Novaes

Após mais de duas décadas, como é retomar a parceria profissional com o Marcello Novaes?
Letícia Spiller: Estou adorando! Nem sabia que existia tanta expectativa de todos, mas é muito bom poder trabalhar com ele novamente, pois o Marcello é muito parceiro e querido por todos. A Aracy (Balabanian, 74) pode falar mais do que eu, porque já foi três vezes mãe do Marcello em cena. Sei que é uma alegria estar com ele novamente, que foi quem me indicou para fazer esse personagem. Perguntaram se ele conhecia alguma atriz que cantava, daí o Marcello comentou sobre mim e acabou rolando.

Lembra-se, lá atrás, como se apaixonou por ele?
LS: Ah, sim! No dia em que olhei para ele, durante a prova de roupa de Quatro por Quatro, pensei: “Ferrou”. Eu juro! Já tinha trabalhado com o Marcello num programa do Renato Aragão (81) e não sentia nada! Aí nesse dia, pá! [a atriz faz uma pausa na fala]. É destino, menina, sei lá, acredito nessas coisas, sabe? Na época estávamos comprometidos em outros relacionamentos, mas acho que a gente tinha que ter um romance e também um filho (risos). Era uma situação delicada. A gente se apaixonou e falou: “E agora, o que vamos fazer?”.

Até hoje a relação de vocês é bacana, tanto que o povo anda confundindo as coisas, né?
LS: Temos uma relação boa mesmo, de amizade e também amor. Nunca deixamos de ser uma família e, mesmo separados, soubemos preservar isso de verdade. Independentemente de qualquer coisa, temos que pensar nos nossos filhos e somar, nunca subtrair. Não criar mais obstáculos do que a vida já tem.

Letícia Spiller conta como é retomar a parceria profissional com o ex-marido, Marcello Novaes

E sempre foi assim, mesmo após a separação ou esse convívio saudável veio com o tempo?
LS: Descobrimos logo que daria para sermos felizes separados. A gente se adora. É um amor grande. Por que tem que ser chato? Por que um tem que atazanar a vida do outro? Fizemos diferente. Ninguém se mete na vida do outro, mas, se ele fizer besteira, vou falar para ele. Porém, isso nunca aconteceu, graças a Deus.

E esse primeiro trabalho juntos – e como par romântico – depois de longos anos? Já tinham a expectativa de isso acontecer?
LS: Com certeza imaginei e não tinha dúvidas de que um dia nós nos esbarraríamos novamente e, mais ainda, que as pessoas iriam adorar. Tivemos uma química muito boa lá atrás, né? Nos damos muito bem trabalhando e fora de cena também, como já disse. Por isso estou bem tranquila neste trabalho, pois não tem como dar errado, eu acho (risos)!

Atualmente você está casada e, com tanta repercussão em torno da ‘volta do ex-casal badalado’ em cena, trabalhar e ainda fazer par romântico com o Marcello não desperta ciúmes?
LS: Eu e o Lucas não trabalhamos nessa linha de pensamento. Não existe essa possibilidade entre nós. Se alguém cogita isso, está fora da realidade que existe entre eu e meu marido.

Letícia Spiller passeando com o marido, Lucas Loureiro

A Babalu fez enorme barulho na época e até hoje você é chamada pelo nome da personagem. Qual outro papel marcou você, de alguma forma?
LS: Tirando o sucesso da Babalu, que nunca me incomodou como algumas pessoas dizem, outro trabalho marcante foi minha primeira vilã, Maria Regina, de Suave Veneno (1999). Era uma personagem difícil, muito densa. Na época, tive vontade de me libertar logo dela. Adoraria ver essa novela no Vale a Pena Ver de Novo. Logo que acabou, passei máquina dois no cabelo para tirar a personagem de mim.

Prefere fazer personagens chiques ou mais despojadas?
LS: O papel atual, a Lenita, tem muito mais a ver comigo, inclusive, fiz dois musicais bem rock’n roll, então, já estava meio que preparada para essa personagem, com essa pegada mais dark, moderna. Isso porque gosto de cantar rock e, modéstia a parte, me dou bem. Amo ouvir David Bowie (1947-2016), Beatles, Rolling Stones, Jimmy Hendrix (1942-1970), Janis Joplin (1943-1970), Ultraje a Rigor, Legião Urbana, O Rappa... Eu vou cantar tudo isso em cena! Na verdade, músicas do Legião Urbana ainda estamos tentando os direitos. Tem muita gente legal que eu gostaria de cantar, mas tudo depende da liberação.

O que você curte na área de musicais?
LS: Gosto mais de musicais autorais, de companhias de teatro daqui, que é a galera que eu gosto de trabalhar. Nós construímos o Rock ‘n’ Roll e Outside durante o processo. Eu prefiro muito mais esse teatro contemporâneo, experimental, do que trabalhos importados. Prefiro uma obra autoral nossa, mesmo. Queria uma coisa para crianças, que é algo que eu gostaria muito de fazer. Já cultivo esse desejo há muito tempo, por causa da minha filha, que tem cinco anos. Ainda não consegui, mesmo com o pessoal da companhia com quem eu já fiz os dois musicais que falei agora . Eles me chamaram para fazer Tão, Tão, ao mesmo tempo que Doroteia, aí não deu. Eu já estava ensaiando, não ia dar para fazer duas peças e uma novela ao mesmo tempo. Não tem condições! Uma já é bem difícil...

Você parece gostar mesmo de cantar, hein?! Pensa em um dia gravar um disco?
LS: Tenho um projeto musical com uma amiga voltado para o amor incondicional, mais MPB, sabe? É algo muito lúdico, que eu adoro. Eu até cheguei a fazer testes para o elenco do musical Mary Poppins, mas essa galera é do canto lírico, uma técnica que eu não domino.

Qual papel você gostaria de ter feito na TV, mas ainda não conseguiu?
LS: Gostaria de fazer essas minisséries mais realistas que estão rolando, com um tom mais cinematográfico. Achei Justiça muito legal. Queria ter feito uma daquelas personagens!

Falando agora sobre a sua personagem, está curtindo o visual da Lenita em Sol Nascente?
LS: Estou adorando, porque é performático, né? A Lenita é bem heavy metal. E pessoalmente, adoraria ter uma tatuagem nos braços, na verdade sempre quis ter, mas é difícil porque sou atriz, aí fica complicado. Sei que existem métodos para esconder, mas dá muito trabalho.

Letícia Spiller e Henri Castelli em cena de
Sol Nascente

Aliás, Sol Nascente está cheio de reencontros bacanas. Além do Marcello, você retoma a parceria com Henri Castelli (38). Como é isso para você?
LS: Nós estamos ‘reprisando’, eu diria... Em I Love Paraisópolis nós éramos marido e mulher. Sol Nascente é muito especial porque tem muita gente querida para mim.

Como na novela anterior, eles têm uma relação diferente...
LS: O irmão tem um pouco de ciúmes, porque ela tem o dedo podre para escolher namorado. Ele sofre muito na vida - ela também - então, tem esse ranço. Ele acredita sempre que alguém fará mal a ela, até que descobre que ela está saindo com o melhor amigo dele, então tudo fica bem, mas eu acho que isso vai se dissipar logo no início. Eles são esquentados, os dois têm uma personalidade forte, eles brigam, mas de repente, estão se amando. É um barato...

Aos 43 anos, você está cada vez mais linda. Como percebe o passar dos anos?
LS: Penso que amadurecimento é saber viver o momento e é bom saber que as pessoas acham que envelheci bem. Que Deus conserve essa face, né? (risos). Às vezes gosto mais da minha aparência hoje do que antigamente, mas não me atenho às diferenças.

Revista Conta Mais - Ed. 818