Texto Cláudia Dias | Adaptação Web Evelyn Cristine

Regina Casé revela se tem vontade de voltar a fazer novela

No novo formato do programa Esquenta!, Regina Casé disse ter dado outro gás para toda a equipe. A apresentadora viaja pelo Brasil para assistir ao programa em família e conhecer histórias de vida dessas pessoas, o que faz lembrar, e muito, o antigo Brasil Legal, exibido de 1995 a 1997. Veja agora tudo o que rolou no nosso bate papo com a apresentadora!

Você já sabe se o Esquenta! será mantido na programação de 2017?
R.C: Eu não tenho a menor ideia. A gente tem uma encomenda de uma temporada. Essa, de três meses. A única coisa que posso dizer é que ficamos surpresos com os elogios. O programa foi muito bem avaliado dentro da emissora. Se ano que vem ele continua, não sei. Esse questionamento de se vai ou não acabar, foi porque não tivemos pausa para avaliar o produto. Quando tornou-se um programa da linha de show, a gente nunca parou para transformar uma atração de temporada em uma fixa. O Esquenta! foi sempre idealizado para se chamar Regina de janeiro, fevereiro e março. Era algo só para acontecer no verão. Mas estamos felizes com esse formato, ao meu ver, bem inovador.

A Glória Maria disse que as filhas adoram ir em festas na sua casa. Já pensou em assistir ao programa lá?
R.C: O Esquenta! é filho disso. Fazíamos festa e sambas em casa, com uma mistura e pessoas bem diferentes. Aí levamos para a televisão. A história da Glória é muito bonita. As filhas dela são negras e estudam em uma escola que quase todo mundo é branco. Segundo a Glória, elas não gostavam de ir às festas da turma do colégio. Ela não entendia e não se tocou que as meninas se sentiam diferentes. Aí, foram em uma festa lá em casa e não tinham duas pessoas da mesma cor. Era um monte de gente branca e negra. A Glória contou que antes de sair da minha casa, a Laura falou: ‘mãe, essa festa é diferente. Aqui veio todo mundo’. É isso!

Regina Casé com a equipe de produção do
programa

Por que você é tida como a apresentadora do povão?
R.C: Não sei se é defeito ou qualidade. Tenho muita facilidade de me colocar na pele do outro, sabe?Não faço divisão, deve ser por isso.

Você pensa em voltar aos palcos, no teatro?
R.C: Tenho muita vontade. Todo ano digo que irei equilibrar a agenda e fazer teatro. Tenho saudade da Nardja Zulpério (sucesso em 1991). Fiz uma leitura desse espetáculo dia desses e percebi que muita gente se emocionou com o texto, que continua bem atual. Meu empresário falou que precisamos remontar. Vamos ver! Eu morro de saudade.

Depois do Que Horas Ela Volta?, você recebeu muitos convites para atuar no cinema?
R.C: Não recebi convite nenhum e entendo, pois o filme foi tão autoral. O roteiro é genial, mas tudo que falo em cena, sou eu que estou falando. Teve muita improvisação e virei uma coautora. Isso é difícil. Convidar uma atriz como eu é bacana, mas talvez a direção prefira alguém que não dê muitos ‘pitacos’. A Anna Muylaer (diretora) já me chamou para fazer outro longa. Não existe ainda. Mas já tem ideias.

Como atriz que é, não se vê fazendo mais novelas?
R.C: De vez em quando me chamam. O problema é o tempo. Mesmo fazendo o Esquenta! em temporada, temos que alinhar com nove meses de novela. É bem difícil! Fiz pouquíssimas tramas, mas as que fiz, foram experiências maravilhosas. Eu adoro!

Você tem medo do erro? Se o público não gostar desse novo formato do programa, por exemplo, vai ficar chateada?
R.C: Vou ficar arrasada, como todo mundo, em qualquer coisa. Mas não acho que isso seja determinante, não faço o trabalho pensando nisso. Tive total carta branca da emissora e ouvi da TV Globo: ‘A gente se preocupa com audiência. Você se preocupa em ser criadora, criativa, inovadora, fazer alguma coisa original’. Enfim, é isso.

Revista TV Brasil - Ed. 865