Texto Luana Rodriguez / Adaptação Web Evelyn Cristine | Foto AGNews

Sônia Abrão revela qual foi o momento mais emocionante da carreira

O programa A Tarde é Sua, comandado por Sônia Abrão (57), completou dez anos no ar. “Acho que é um tempo significativo porque são poucos que atingem essa marca, ainda mais sendo diário, como é o caso do 'A Tarde é Sua', o que normalmente leva a um desgaste maior e mais rápido”, disse Sônia.

‘Dona’ das tardes e da maior audiência da Rede TV, com picos de 3 pontos na grande São Paulo, a apresentadora afasta e discorda o título de fofoqueira e acredita que sua atração tem muita coisa para oferecer .“Esse rótulo nunca colou em mim! O público me vê como jornalista e apresentadora, que é o que eu sou, porque fui muito além da área artística. Nosso programa sempre abordou também os grandes acontecimentos do País”.

Veja nossa entrevista exclusiva com a apresentadora: Sônia falou sobre a carreira, vida pessoal e até de sexo!

Conta Mais: Quais foram os momentos mais emocionantes durante esse tempo?
Sônia Abrão: Um programa que não esqueço foi o da vinda da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima direto de Portugal para o nosso estúdio. Foi pura emoção, toda nossa equipe chorou quando o padre Antônio Maria cantou Nossa Senhora e uma chuva de pétalas de rosa começou a cair. Fomos abençoados!

CM: Ano passado, o Boninho disse que você ‘fala demais’ e te chamou de chata: como você recebeu essa crítica?
SA: Achei engraçado e, como ele tem telhado de vidro, mandei a resposta: “De apresentadora chata, você entende, porque tem uma na sua casa!”. A repercussão foi enorme! Sobrou para a Ana Furtado, mas não podia perder a piada.

CM: Muita gente lembra do caso Eloá, naqual você conseguiu falar com o assassinopor telefone e por isso foi massacrada por algunscolegas e veículos de imprensa. Comovê o fato hoje em dia. Você se arrependeu?
SA: Foi o caso mais dramático da minha carreira. Fui a única pessoa com quem Lindberg permitiu que Eloá conversasse, mesmo sob a mira do seu revólver. Graças ao nosso programa, os pais dela puderam ouvir a declaração de amor da filha, na verdade, sua despedida. Três dias depois, ela seria morta. Durante o julgamento, ele afirmou que a única vez que pensou realmente em se entregar foi durante a nossa entrevista. Quando a mãe e o irmão dela foram ao A Tarde é Sua, deram uma entrevista comovente. Crítica nenhuma me faria deixar de cumprir meu papel como jornalista! Se tivesse que fazer tudo de novo, eu faria.

CM: As pessoas pensam que todo mundode TV é rico... Com você, isso procede?
SA: Claro que não! Vivo do meu salário. Se não tenho emprego, estou ferrada!

CM: Como é a Sônia Abrão fora da TV?
SA: Sou caseira, até demais! Adoro ficar no meu canto, com meus livros, filmes e minha trilha sonora. Não sou de festas e badalações. Já agitei demais na minha carreira, teve épocas em que vivia na ‘night’.

CM: Já ficou com homens famosos?
SA: Não apenas fiquei como amei e fui amada. Foram dois relacionamentos que deixaram marcas, mas isso é segredo meu.

CM: Existe um nome, em especial, que você faria tudo para tê-lo por uma noite?
SA: Não! Nada contra ficar com alguém por uma noite,mas já passei dessa fase! Se pintar uma paixão pra valer, eu encaro numa boa.

CM: Já fez uma grandeloucura por amor?
SA: Algumas. Uma vez, por exemplo, fiz um bate-volta pra Nova York só pra matar a saudade do namorado. A noite foi curta, mas ele amou a surpresa! Voltei cansada e feliz!

CM: Sexo pra você é...
SA: Sexo é um dos maiores baratos que a vida pode oferecer! Ter, sobretudo, um playground no nosso corpo não tem preço!

CM: Vale tudo em uma relação a dois?
SA: Acho que vale tudo, desde que seja de igual pra igual! Passo longe de joguinhos de submissão na cama e na vida!

CM: Quais são suas armas de sedução?
SA: Ah, eu não sou boa nisso, não! Comigo as coisas acontecem quando têm que acontecer!

CM: Como você lida com a vaidade? Faz plásticas, usa botox, por exemplo?
SA: Nunca fui vaidosa, talvez por isso conviva em paz com a passagem do tempo. Quando começar a despencar, verei o que faço. Só não quero virar uma caricatura de mim mesmo!

Revista Conta Mais - Ed. 799