José Wilker

(Foto: AgNews)

Um dos nomes mais consagrados da dramaturgia brasileira, José Wilker (66) passeia por vários cenários. Seja como ator, diretor, produtor, comentarista ou escritor, ele tem um currículo com quase 50 anos de trajetória, que conta com personagens inesquecíveis na TV, no cinema e nos palcos.

Nascido em Juazeiro do Norte, no Ceará, em 1947, Wilker teve seu primeiro trabalho em uma rádio. Após o golpe militar de 1964, perdeu o emprego e decidiu enfrentar o desafio de buscar a carreira artística no Rio de Janeiro.

Não vim procurando absolutamente nada. Eu saí de casa como quem sai para dar um passeio”, disse certa vez o ator, ao canal pago Globo News.

Ele passou períodos difíceis, chegando a dormir em ônibus e na praia. Mas o sucesso não estava tão longe como o mesmo imaginava...

CONSAGRAÇÃO

Wilker pensou em desistir de atuar e começou a estudar sociologia, mas logo voltou atrás e, aos poucos, foi se acertando profissionalmente. No fim dos anos 60, engrenou uma série de apresentações marcantes nos palcos, em peças como O Arquiteto e o Imperador da Assíria (1969), que lhe valeu o prestigiado Prêmio Molière de Melhor Ator.

Da ribalta para as telinhas foi um passo. Sua estreia na televisão aconteceu em 1968, em um Caso Especial, na Rede Globo. Mas foi só com Bandeira 2 (1971) que se tornou um astro das telenovelas.

Entre seus maiores sucessos estão seus personagens em Gabriela (1975), Anjo Mau (1976) e Transas e Caretas (1984), mas é possível que nenhum tenha sido mais marcante que o herói de Roque Santeiro (1985), sátira política em que vivia um homem dado como morto que volta à cidade onde nasceu após anos de ausência para acertar as contas com os poderosos do local.

Participações em novelas como O Salvador da Pátria (1989), Fera Ferida (1993), Renascer (1993) e Senhora do Destino (2004) e nas minisséries Anos Rebeldes (1992), A Muralha (2000) e JK (2006) o consagraram como um dos atores mais populares da TV.

Mas Wilker também se destacou como diretor algumas vezes: estreou nessa função na novela Louco Amor (1983) e comandou entre 1997 e 2002 o humorístico Sai de Baixo.

Na primeira versão de Gabriela, em 1975

(Foto: Divulgação / TV Globo)

MAIS SUCESSOS 

No cinema, ele estreou com uma ponta em A Falecida (1965), mas fez história como o Vadinho, em Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), que ainda hoje tem uma das maiores bilheterias do nosso cinema. Entre os 50 longas dos quais participou estão também Bye Bye Brasil (1979), O Homem da Capa Preta (1985) e Guerra dos Canudos (1997), além da comédia Giovanni Improtta (2013), que dirigiu e protagonizou.

VIDA PESSOAL

José Wilker se diz viciado em informação. Tem uma coleção de mais de 10 mil livros e uma videoteca admirável – aliás, ele é cinéfilo de longadata e, de vez em quando, atua como comentarista da área.

Pessoalmente, Wilker sempre procurou ser discreto. Em 1976, se casou com a atriz Renée de Vielmond (58), com quem tem uma filha, Mariana (33). A união durou até 1984 – um ano depois, o ator trocaria alianças com outra estrela, Mônica Torres (55), mãe de sua segunda filha, Isabel (28). Ficaram casados até 1996. Em 2000, mais um casamento, dessa vez com Guilhermina Guinle (39), de quem se separou em 2007. Atualmente, o ator vive com a jornalista Claudia Montenegro.

Wilker em sua estreia em Bandeira 2 em 1971

(Foto: Divulgação / TV Globo)

No clássico Roque Santeiro, em 1985

(Foto: Divulgação / TV Globo)